“Ruas frias, pessoas vazias. A chuva caía fina e incomodava meu rosto, deixando-o gelado e molhado. O dia tinha sido cansativo e eu estava enlouquecendo, ansioso para chegar em casa e encontrar minha princesa.
Estranhei. As luzes da frente do apartamento estavam apagadas. Geralmente, Fernanda deixava-nas acesas, pois, naquele horário, costumava ler um livro ou assistir televisão naqueles cômodos de frente para a praça que ela adorava, cheia de rosas e monumentos do século XVIII.
A chave, na porta da frente do apartamento girou, e eu senti algo transcorrer o meu corpo. Fernanda nunca trancava a porta. Eu entrei e encontrei Fernanda deitada na poltrona. Que susto, ela estava apenas dormindo. Fiz uma leve caminhada pelos cômodos, largando bolsas e, por último, indo até o banheiro. No trajeto, contava do meu dia para Fernanda, esperando que ela me ouvisse.
O silêncio me incomodava. Fui para perto dela e precisei sentar para acreditar no que estava na minha frente. Fernanda estava sem pulso, gelada, morta. Meu mundo desabou, lágrimas escorreram de meus olhos e um berro estrondoso saiu de mim, como se num grito de “isso não pode estar acontecendo”.
Corri para o telefone e chamei uma ambulância. Quando chegaram, só confirmaram o que eu já sabia. O meu anjo havia mesmo desencarnado, o meu anjo havia partido para sempre.
Depois de agir tudo, voltei para casa arrasado. Só aí percebi que na mesa de centro da sala-de-estar pendia uma carta, num envelope azul-marinho - minha cor preferida - e com meu nome escrito na frente “Para o meu amado Geronimo, de sua querida Fernanda”.
Um calafrio percorreu todo o meu corpo. Com certeza era uma carta de despedida. Retirei a figura que, carinhosamente, fechava o envelope. Em um papel azul-claro - minha segunda cor preferida - algumas palavras se destacavam “Vá até a lareira, na nossa foto haverá uma surpresa”.
Ao chegar à lareira, na sala ao lado, encontrei um papel enrolado em frente à foto que nós dois mais adorávamos. Uma foto tirada em Milão, na última viagem que fizemos juntos. Para segurá-lo, Fernanda colocou nosso anel de noivado. Um lindo anel de ouro com nossas iniciais do lado de dentro e a data do noivado acompanhando. Retirei a folha e nela dizia “Sempre te amei. Serei tua pra sempre. Vá até a cozinha, preparei seu prato preferido. Talvez quando você o encontrar, já esteja frio, portanto esquente no microondas e coma. Essa foi a última refeição que pude fazer pra você”.
Na cozinha, um prato de lasanha na bancada me chamou a atenção. Não tive coragem de comê-la. Porém, embaixo do prato, mais uma dica. “Vá até o nosso quarto, estou te esperando”.
As luzes fracas, parcialmente acesas, davam um tom de aflição ao quarto no qual passamos noites acordados planejando nossa vida juntos. Na cama, em cima do travesseiro, uma rosa. Eu dizia à Fernanda que ela era uma rosa pra mim. Ela adorava rosas. Junto da rosa, um último recado “Como toda flor, precisei murchar e morrer. Há algum tempo atrás descobri uma doença degenerativa que acabaria comigo dentro do intervalo de 10 anos. Infelizmente, não resisti aos 10. Hoje, quando acordei, percebi que algo estava errado comigo. Não podia te deixar sozinho, mas não tinha como evitar. Não quis te dizer, porque não queria te preocupar com isso. O tempo que passamos juntos foram os melhores da minha vida. Se me perguntassem, hoje, se eu fui feliz enquanto estive viva, eu responderia com toda certeza que sim e, certamente, por sua causa. Obrigado pelos momentos e desculpa por planejar tanto nossa vida, sabendo que não poderia realizaríamos nossos sonhos juntos. Por mais que eu tenha partido, de hoje em diante serei teu anjo. Eu te amo. De todo o meu coração, Fernanda”.”
Dan Thurler (perigoso)

Eu nunca imaginei que seria assim, tudo tão diferente. Eu simplesmente era igual gelo, mas por fim, derreti.


00h00: Teus olhos verdes reluziam na luz da lua, mostrando toda sua beleza, seu sorriso encantava, seus cabelos estavam ao vento, bati os olhos em você, e não liguei. Apenas pensei: “Eu e ela, na cama, a sós.” Foi ignorância, pura ignorância. Tratar uma dama como se fosse uma prostituta. No momento, eu não me toquei nisso. A tratei com aquelas cantadas baratas, aquelas que chegam a dar nojo. Ela deu de ombros: não ligou, nem me olhou. Eu notei que fiz errado. Bêbado e sem noção, totalmente idiota, era assim que eu estava. Estava ignorante, frio e idiota demais pra entender que ela era uma mulher, não era nenhuma daquelas meninas que eu já havia “pegado” naquela noite. Havia algo nela que a transformava diferente, e isso me deixou encabulado. Passei alguns minutos sentado, pensando no que poderia ser.
01h10: “Horas invertidas, ah, que legal” pensei. Mas essa poderia ser a hora certa de mostrar que não era tão ignorante quanto ela pensava. Olhei pra ela, e vi seus cabelos mexerem e um drink cair no chão, enquanto um outro “muleque” a abraçava com toda “agressividade”. Me senti um lixo. O que era pra ser romântico se tornou uma idiotice. Eu esqueci, deixei passar. A raiva tomou conta de mim, eu era mesmo um verdadeiro palhaço, que havia levado um fora bem dado. Os minutos passaram, e a festa rolou. Em alguns momentos eu a procurava, mas não a encontrava.
03h40: Eu já havia perdido as esperanças de encontrá-la novamente. Virei pro lado e a vi. A ideia de levá-la pra cama já havia ido em bora faz tempo. Única coisa que pensava, era sentir aqueles lábios perfeitos encaixando nos meus. Olhei pra ela novamente e sorri, ela devolveu o meu sorriso com um perfeito dela, e veio em minha direção. Por um momento achei que meu coração iria sair pela minha boca. Ela sentou-se ao meu lado, e mexeu em meu cabelo. Perguntou sobre a minha vida, sobre mim. E quando comecei a responder, ela começou a chorar. Mas não era um choro qualquer, era aquele de quem sofreu e estava totalmente machucado, sabe? Então. Ela começou a se explicar, dizendo que o “muleque” que a havia agarrado teria sido a força, e ele era seu ex-namorado que havia a traído durante todo o namoro. Eu a abracei. Sorri, e a beijei. O som do seu choro me fazia abraçá-la mais forte.
05h55: Somente nós dois estávamos na festa, enfrente a piscina, ela estava com a cabeça em meu colo, e eu estava a beijando. Parecíamos aqueles casais clichês dos filmes românticos. Nossos beijos eram interruptamente perfeitos. Suas mãos encaixavam perfeitamente nas minhas, como em um quebra-cabeça. Ela era a peça que faltava para completar-me.
08h10: Estávamos em casa, a partir daquele dia, nossa casa. Igual gelo eu derreti. Como poderia imaginar que uma troca de olhares tornaria-se uma paixão imensa? Quem diria que eu, um ignorante, amaria tanto como amo hoje? Notei, que meninas não mudam ninguém, mas mulheres além de mexerem com o coração de um homem, os mudam. Até hoje, eu a amo. Até hoje, estamos juntos, nos amamos. O amor quando é de verdade dura, quando é falso, apenas machuca.


“Deixa eu passar a mão nos seus cabelos enquanto você dormia? Deixa eu fazer carinho em seu rosto e beijá-la cada vez mais? Deixa eu te levar no colo até a cama e dormir ao seu lado? Deixa eu assistir suas paranoias? Deixa eu ver você escrever? Deixa eu colocar nossa música bem alto? Deixa dele e vem ser minha, tipo, só minha e pra sempre?”
Bernardo R. 

ps-icodelica, whispered to me:
AUEHAUHE, SAI DAI SEQUELADO

AHAUHAUHAUHA TTE CONHEÇO NÉ

VIVE SEMPRE NA VIDA LOKAAAA UAHUAHAUHA



Anonymous, whispered to me:
A V1D4 L0K4 TA BOA DMS CARAI, HAHAHA /RRRAFINHA

UAUAHUAHUAH BEM QUE EU NOTEI AHAUHAUH